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Manual de Uso do KIP CALC

Guia de todos os módulos do painel: o que cada ferramenta faz, quais dados informar, quais resultados esperar e as normas de referência. Em qualquer módulo é possível alternar entre o Sistema Internacional (kN, MPa) e o sistema técnico (tf, kgf/cm²) pelo seletor no topo da página.

01. Estudo de Viabilidade e Fundações

NBR 6122 / NBR 6484 — Aoki-Velloso e Décourt-Quaresma

Ler o boletim de sondagem SPT em PDF, montar o perfil de solo e comparar soluções de fundação (sapata e estacas) por profundidade.

Dados de entrada

  • PDF do SPT (arraste o arquivo na área de upload — a leitura é automática, inclusive em relatórios escaneados)
  • Perfil de solo editável: cota, N-SPT e tipo de solo por camada (pode corrigir o que a leitura extraiu)
  • Carga do pilar e tipo de estaca desejado (hélice contínua, pré-moldada, escavada, Strauss, raiz)

Resultados

  • Capacidade de carga admissível por cota, com atrito lateral e resistência de ponta
  • Tensão admissível do solo para sapatas e área mínima de sapata
  • Solução recomendada e tabela comparativa entre métodos

Boas práticas

  • Confira sempre as camadas extraídas do PDF antes de usar os resultados.
  • A cota adotada deve respeitar a profundidade mínima e o nível d'água indicados no boletim.
  • No fim da página estão os complementos: SAPATA ISOLADA DETALHADA (dimensões, armadura das abas e punção), RECALQUE (parcela imediata elástica + adensamento) e BALDRAME/ARRANQUES (M = q·L²/10 e comprimento de ancoragem lb).
02. Pré-Dimensionamento Estrutural

Prática usual de projeto + NBR 6118

Obter seções iniciais de vigas, lajes, pilares e estacas para lançamento do modelo.

Dados de entrada

  • Vãos, número de pavimentos, área de influência e cargas estimadas

Resultados

  • Altura de viga, espessura de laje, seção de pilar e diâmetro sugerido de estaca

Boas práticas

  • Use apenas como partida: o dimensionamento definitivo vem dos módulos específicos.
03. Dimensionamento Rápido de Concreto

NBR 6118:2014

Dimensionar vigas (flexão e cisalhamento), pilares, blocos de coroamento e lajes maciças.

Dados de entrada

  • Geometria da peça (b, h, d, vão), fck, fyk
  • Esforços solicitantes: momento, cortante, normal e excentricidades

Resultados

  • Área de aço necessária (As), armadura transversal (Asw/s) e taxas de armadura
  • Alertas quando a taxa mínima/máxima ou o limite de x/d é violado

Boas práticas

  • Trabalhe nas abas por tipo de peça; os campos são reativos e recalculam ao digitar.
  • Abas complementares: LAJES NERVURADAS (verifica a nervura como viga isolada e os limites do item 13.2.4.2), VIGA DE TRANSIÇÃO (pilar apoiado sobre viga, com h ≥ L/10) e ESCADAS (lance armado em um sentido, com verificação de Blondel).
04. Verificação de Punção

NBR 6118:2014 — item 19.5

Verificar lajes lisas, radiers e blocos sobre pilares nas superfícies C e C'.

Dados de entrada

  • Dimensões do pilar, altura útil da laje, força de punção Fsd e fck

Resultados

  • Tensões atuantes e resistentes em C e C', necessidade de armadura de punção

Boas práticas

  • Se C' não passar, aumente a altura da laje, o fck ou adote capitel.
05. Superestrutura e ELS

NBR 6118 — Estados Limites de Serviço

Avaliar flechas imediatas e diferidas e abertura de fissuras em serviço.

Dados de entrada

  • Vão, inércia, módulo de elasticidade, cargas quase permanentes e armadura adotada

Resultados

  • Flecha total x flecha limite (L/250, L/350) e abertura estimada de fissuras (wk)

Boas práticas

  • Considere a fluência: a flecha diferida costuma dobrar a imediata.
06. Ações e Vento

NBR 6123:1988

Calcular a ação do vento na base (Vk e q) e distribuir forças em edifícios e galpões.

Dados de entrada

  • V0 da isopleta, categoria de rugosidade, classe da edificação e fator topográfico S1/S3
  • Aba Edifícios: dimensões em planta, altura, número e pé-direito dos pavimentos
  • Aba Galpões: vão, altura do pilar, inclinação do telhado e permeabilidade (Cpi)

Resultados

  • Vk e pressão dinâmica q por altura z
  • Coeficiente de arrasto Ca interpolado, força por pavimento, cortante e momento na base
  • Pressões externas/internas, carga no pórtico e sucção (uplift) na cobertura

Boas práticas

  • Verifique o uplift do telhado: em galpões leves ele governa as ancoragens.
07. Estruturas de Aço

NBR 8800:2008

Verificar perfis metálicos à tração, compressão com flambagem global e flexão.

Dados de entrada

  • Área, inércia, raio de giração, comprimento de flambagem, fy e esforços de cálculo

Resultados

  • Esbeltez reduzida, fator χ, resistências de cálculo e razão de utilização

Boas práticas

  • Confira o coeficiente K de flambagem conforme as vinculações reais da barra.
08. Madeira e Alvenaria Estrutural

NBR 7190 e NBR 16868

Calcular kmod e compressão em madeira e verificar paredes de alvenaria estrutural.

Dados de entrada

  • Classe de resistência, classe de umidade, tipo de carregamento, geometria e esforços

Resultados

  • fc0,d, verificação de compressão e esbeltez, tensão resistente da parede

Boas práticas

  • Em alvenaria, a esbeltez e a excentricidade reduzem muito a capacidade.
09. Coeficiente de Mola (Kz)

Interação solo-estrutura — parâmetro para pórtico espacial

Gerar a rigidez de mola da estaca/sapata para lançar no modelo (TQS, Eberick, SAP2000).

Dados de entrada

  • Carga admissível Padm, diâmetro, comprimento e recalque admitido ρ (padrão 10 mm)

Resultados

  • Kz = Padm/ρ em destaque, Kx/Ky (≈0,5·Kz), rigidez axial EA/L e tensão média

Boas práticas

  • Copie o valor destacado direto para o campo de mola do software de pórtico.
10. Módulo de Winkler e Laje sobre Solo

Terzaghi, Westergaard e correlações com SPT

Determinar o coeficiente de reação vertical k e os esforços de pisos e radiers.

Dados de entrada

  • Tipo/consistência do solo, N-SPT, tensão admissível, prova de carga, carga e geometria

Resultados

  • Comparativo de k por método e tensões de centro e de borda no piso

Boas práticas

  • Prefira k de prova de carga quando existir; as tabelas são estimativas.
11. Empuxos e Estabilidade de Taludes

Rankine / equilíbrio limite

Calcular empuxos ativo e passivo, verificar muros de arrimo e taludes infinitos.

Dados de entrada

  • Peso específico, ângulo de atrito, coesão, altura, sobrecarga e geometria do muro

Resultados

  • Ka/Kp, empuxos, fatores de segurança ao tombamento, escorregamento e do talude

Boas práticas

  • FS ≥ 1,5 para escorregamento e ≥ 2,0 para tombamento em muros de arrimo.
12. Reforço e Patologia

NBR 6118 e boas práticas de recuperação estrutural

Diagnosticar manifestações patológicas e dimensionar reforços.

Dados de entrada

  • Tipo e abertura de fissura, esforço adicional a reforçar, seção e material do reforço

Resultados

  • Guia de causas prováveis, área de fibra de carbono e verificação de encamisamento

Boas práticas

  • Sempre trate a causa antes de aplicar o reforço.
13. Hidráulica e Drenagem Pluvial

NBR 10844 e NBR 5626 — Manning e método racional

Dimensionar calhas, condutores e reservatórios prediais.

Dados de entrada

  • Área de contribuição, intensidade pluviométrica, declividade, seção e consumo diário

Resultados

  • Vazão de projeto, seção de calha, diâmetro de condutor e volume de reservatório

Boas práticas

  • Adote intensidade compatível com o tempo de retorno da sua cidade.
14. Gestão de Obra e Concreto

Controle tecnológico + BDI (TCU)

Definir traço de concreto, quantitativo de aço e o BDI da proposta.

Dados de entrada

  • fck desejado, consumo de cimento, bitolas e comprimentos, encargos e lucro

Resultados

  • Traço em massa, consumo por m³, peso total de aço por bitola e BDI final

Boas práticas

  • Compare o BDI obtido com as faixas de referência do TCU para o tipo de obra.
  • Complementos na mesma tela: CURVA ABC de insumos (classes A/B/C por acumulado de custo), CRONOGRAMA FÍSICO-FINANCEIRO (curva S, linear ou acelerada) e CONTROLE DE CONCRETAGEM com fck,est pela NBR 12655.
15. Pocket NBR (Biblioteca)

Compilado de tabelas normativas

Consultar rapidamente valores de norma durante o projeto.

Dados de entrada

  • Busca por palavra-chave ou navegação por tema

Resultados

  • Cobrimentos, cargas de uso, pesos específicos, combinações e tabela de bitolas
  • Tabelas da NBR 15575: desempenho acústico e térmico, vida útil de projeto (VUP) e checklist de comprovação

Boas práticas

  • Use como consulta rápida; a norma oficial continua sendo a referência legal.
16. Conversor de Unidades

SI ↔ Técnico (kgf/tf)

Converter grandezas usuais de estrutura sem sair do app.

Dados de entrada

  • Valor e unidade de origem em cada aba

Resultados

  • Força, tensão, momento, comprimento, rigidez de mola e peso específico convertidos

Boas práticas

  • Todos os módulos também têm o seletor SI/Técnico no topo da página.
17. Gerador de Laudo Técnico

Boas práticas de laudo + NBR 14037

Consolidar os resultados obtidos nos módulos em um documento técnico pronto para impressão ou exportação em PDF.

Dados de entrada

  • Identificação da obra, cliente, local, responsável técnico e registro CREA/CAU
  • Objeto, metodologia e conclusão do laudo
  • Lista de resultados: parâmetro, valor obtido e observação/referência normativa

Resultados

  • Laudo formatado com tabela de resultados, campo de assinatura e nota de responsabilidade

Boas práticas

  • Clique em GERAR PDF / IMPRIMIR e escolha "Salvar como PDF" — apenas a pré-visualização é impressa.
  • Copie os valores de cada módulo para os itens de resultado, citando a norma correspondente.

NOTA: Estas ferramentas são destinadas a orientar; as decisões a serem tomadas deverão ser de responsabilidade de um profissional habilitado.